Auguste Mariette - Egito Antigo

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Auguste Mariette

Auguste Mariette - Egiptólogo
François Auguste Ferdinand Mariette nasceu em Boulogne-sur-Mer - França 11 de Fevereiro de 1821 e faleceu no Cairo em 19 de Janeiro de 1881. Foi um dos mais importantes egiptólogos franceses, tendo sido o fundador do Serviço de Antiguidades do Egito e do Museu de Bulaq, que antecedeu o moderno Museu Egípcio do Cairo.

Destacou-se como aluno do colégio de Boulogne, mas não conclui os seus estudos. Entre os anos de 1839 e 1840 residiu na Inglaterra, onde trabalhou como professor de desenho e francês na Shakespeare House Academy em Stratford.

Em 1841 regressou à sua terra natal, onde retomou os estudos, tendo obtido o bacharelato em Letras em apenas 1 ano e meio. No ano seguinte recebeu o acervo documental do seu primo Nestor L´Hôte, desenhista que acompanhou Jean-François Champollion na viagem de exploração do Egito de 1828-29. Foi a partir deste momento que nasceu em Mariette o interesse pela civilização egípcia, tendo se dedicado a estudar a Gramática de Champollion. Em 1845 casou-se com Eléonore Millon.

Em 1849 inicia a sua carreira no Departamento de Antiguidades Egípcias do Museu do Louvre. No ano seguinte visita o Egito com o objetivo de adquirir documentos coptas, siríaco, árabe e etíope para a coleção do Louvre mas não teria sucesso na sua missão, dado que os monges coptas negavam-se a vendê-los. Mariette decidiu então realizar escavações em Saqqara, a necrópole da antiga cidade de Mênfis, onde descobre em 1851 o Serapeum, um conjunto de galerias subterrâneas onde se sepultava o boi sagrado Ápis. Ele também descobriu a tumba praticamente intacta do príncipe Khaemweset, filho de Ramsés II. Em 1853, enquanto realizava escavações junto à Esfinge de Gizé, encontrou o templo do vale do faraó Quéfren.

Entre os anos de 1855 e 1861 exerceu funções de conservador assistente no Museu do Louvre e partir de 1861 como assistente honorário. Em 1858 fundou no Egito o Serviço de Antiguidades, cujo objetivo era evitar a saída clandestina de antigos objetos egípcios. Conseguiu convencer o vice-rei do Egito a fundar em Bulaq, perto do Cairo, um museu de antiguidades egípcias, que foi o antecessor do Museu Egípcio. O museu abriu as suas portas em 1863 e viria a receber a visita do escritor português Eça de Queirós.

Realizou escavações arqueológicas por todo o Egito, em locais como Abidos, Tânis e Tebas. Descobriu o templo de Seti I, o túmulo da rainha Ah-hotep I (famosa pelas belas joias), assim como algumas das peças mais famosas da arte do Egito Antigo, como a estátua do escriba sentado, a estátua em madeira do sacerdote Kaaper e uma estátua em diorite de Quéfren.

Em 1878, o museu foi devastado por enchentes, que destruiu a maior parte de suas anotações e desenhos. Na primavera de 1881, prematuramente envelhecido e quase cego, Mariette providenciou a nomeação do francês Gaston Maspero (um linguista, em vez de um arqueólogo, que ele conheceu na exposição em 1867), para garantir que a França mantivesse a sua supremacia em Egiptologia , ao invés de um inglês. Nesta época, os ingleses dispunham da maioria dos egiptólogos no Egito. Ele morreu no Cairo e foi enterrado em um sarcófago que está em exposição no Jardim do Museu Egípcio, no Cairo.


Auguste Mariette (sentado, à esquerda) com o Imperador Pedro II do Brasil (sentado, à direita) durante a visita do monarca à Necrópole de Gizé, no final de 1871.
Auguste Mariette (sentado, à esquerda) com o Imperador Pedro II do Brasil (sentado, à direita) durante a visita do monarca à Necrópole de Gizé, no final de 1871.
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