XVIII Dinastia egípcia - Egito Antigo

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XVIII Dinastia egípcia

XVIII dinastia egípcia foi iniciada após a expulsão dos Hicsos, povos de origem asiática, e que comandaram o Egito por quase duzentos anos e é talvez a mais bem conhecida dinastia do Egito Antigo.

Datação

Tradicionalmente diz-se que a XVIII dinastia egípcia durou entre os anos de 1550 a.C. e 1295 a.C., mas a datação por radiocarbono sugere que pode ter começado um pouco mais cedo. O intervalo das datas de radiocarbono para seu início é entre 1570 a.C e 1544 a.C, sendo que o ponto médio das quais é 1557 a.C.
Síntese histórica

De Amósis a Amen-hotep III

Império EgípcioEm 1550 a.C. Amósis derrotou os Hicsos e fundou a XVIII dinastia, tendo ocupado a Palestina até Charuhen (Palestina Meridional). Há também fontes históricas da época que referem vitórias de Amósis sobre os Fenehu (Fenícios). Amósis também reconquistou a Núbia até à Primeira Catarata. Sucedeu-lhe Amen-hotep I, que avançou as fronteiras egípcias até à Segunda Catarata. Com Tutmés I, o Egito passaria a ser a potência hegemônica no Médio Oriente. Conquistou a Núbia até á Quarta Catarata e a Síria até perto de Apameia. Com Tutmés II o domínio da Núbia ficou garantido com a sufocação de uma revolta: a Núbia ficaria subjugada durante todo o Império Novo. Foi sucedido por Hatchepsut. Hatchepsut foi uma mulher particular na história do Egito Antigo porque foi das poucas mulheres que reinaram como faraós. Ela foi inicialmente regente enquanto Tutmés III, seu enteado, mas no ano 7 de seu reinado (em 1472 a.C.) assumiu como faraó e reinou até a sua morte. O seu reinado foi pacífico e realizaram-se expedições comerciais a Punt. Foi sucedida por Tutmés III, que foi apelidado de "Napoleão do Egito" pelos historiadores devido ao fato de ter expandido as fronteiras egípcias até à sua máxima extensão, tendo chegado ao Rio Eufrates e feito uma expedição contra Mitanni (um império hurrita da Mesopotâmia - foto ao lado) e estendido o seu domínio até Napata. Foi sucedido por Amen-hotep II, que teve de combater rebeliões na Síria contra o domínio egípcio, apoiadas por Mitanni, que derrotou. No seu reinado foi estabelecida uma aliança com Mitanni. Com Amen-hotep III, não houve muitas campanhas (só duas na Núbia) e o Egito esteve pacífico durante este reinado.

O período de Amarna

O Período de Amarna começou no 5º ano de reinado de Amen-hotep IV ou Akhenaton e foi uma das épocas mais intrigantes da história universal e aconteceu entre o reinado de Akhenaton e início do de Tutankhamon. Durante esta época o Egito faraônico seria o primeiro estado com um culto monoteísta. Akhenaton ordenou que Aton fosse a única divindade a ser venerada e mandou fechar todos os templos que não fossem de Aton ou de suas manifestações e mudou a sua capital para Tell-el-Amarna, a meio caminho entre Tebas e Mênfis. Enquanto isso acontecia, na Síria Abbdi-Ashirta, rei de Amurru, aproveitando-se da passividade egípcia fazia jogo duplo com o Egito e os Hititas, e aproveitou-se desse jogo duplo para expandir o seu poder e revoltar-se contra o Egito e subordinar-se ao poder Hitita. Só foi detido quando cercou Biblos e um exército egípcio veio ajudar o rei da cidade (o rei de Biblos era o mais fiel vassalo do Egito e que tinha advertido várias vezes o Egito sobre as ações de Abbdi-Ashirta), onde acabou por morrer no decurso destes acontecimentos bélicos. Mas seria sucedido por Aziru, que continuou a obra do pai conquistando Biblos e apesar de ter ido duas vezes ao Egito para explicar as suas ações, foi defendido por vários funcionários. Pouco depois, esse mesmo Aziru assinaria um tratado com os Hititas, passando a ser vassalo deles. Isto foi só um exemplo para mostrar a perda de poder dos egípcios na Síria e a sua completa passividade já referida. Durante este reinado perderam a Síria para os Hititas e não há muitos vestígios da presença egípcia na Núbia (mas esta zona não foi abandonada).

Ay e Horemheb

Ay ou Ai foi o penúltimo faraó da XVIII dinastia egípcia. Governou o Antigo Egito durante um breve período de quatro anos entre 1327 e 1323 a.C. ou entre 1323 e 1319 a.C., segundo os autores. Antes de se tornar faraó Ay foi um alto funcionário ao serviço de três faraós, Amen-hotep III, Amen-hotep IV (Akhenaton) e Tut-Ankh-Amon (Tutancâmon). O seu nome de trono ou prenome foi Kheperkheruré, o que significa "Eternas são as manifestações de Rá". Julga-se que Ay seria natural da cidade de Akhmin no Alto Egito e que seus pais fossem Tuia e Iuia e a sua irmã a rainha Tié, esposa principal do faraó Amen-hotep III. Foi precisamente no reinado de Amen-hotep III que Ay iniciou a sua carreira como funcionário, que prossegue durante os reinados seguintes.

Horemheb - "Hórus está jubiloso" - (1319 a.C. – 1292 a.C.), foi o último faraó da XVIII Dinastia do Egito. Pertence ao grupo real de Amarna. Horemheb representava a ortodoxia e seu governo foi em parte dedicado a extirpar a "heresia" de Akhenaton, tarefa que mereceu amplo apoio dos sacerdotes tebanos de Amon. Além disso, cuidou de restabelecer a ordem no país, bastante comprometida após anos de perturbação por questões religiosas. Horemheb morreu sem deixar herdeiros, sendo sucedido pelo fundador da XIX Dinastia, Ramsés I.

Lista de faraós

Na XVIII dinastia distinguem duas linhas: a dos Tutméses e dos Amen-hoteps. A rainha Hatchepsut assumiu o poder durante a minoridade de Tutmés III. Akhenaton realizou a famosa reforma religiosa, extinguindo todos os cultos aos deuses, pelo culto de um único deus, chamado de Aton.

#NomeInício do GovernoFim do Governo
Notas
01
Amósis
Amósis
1550 a.C.
1525 a.C.
Sucessor de Kamés
02
Amenhotep I
Amenhotep I
1541 a.C.
1520 a.C.

03
Tutmés I
Tutmés I
1520 a.C.
1492 a.C.

04
Tutmés II
Tutmés II
1492 a.C.
1479 a.C.
05  Hatchepsut
1473 a.C.
1458 a.C.
A segunda conhecida governante mulher, embora possivelmente seja a sétima (reinados de cinco outras mulheres são prováveis, mas contestada). Evidências recentes sugerem que ela morreu de câncer ósseo.
06  Tutmés III
1479 a.C.
1425 a.C.
Muitas vezes chamado de "Napoleão do Egito". Dominado no início de seu reinado por sua madrasta Hatchepsut; Depois que ela morreu, começou a expandir as fronteiras. Os estudiosos muçulmanos acreditam que este pode ser o Faraó, a quem Moisés tenha se referido na Bíblia.
07
Amenhotep II
Amenhotep II
1425 a.C.
1400 a.C.

08
Tutmés IV
Tutmés IV
1400 a.C.
1390 a.C.

09
Amenhotep III
Amenhotep III
1390 a.C.
1352 a.C.
Seu nome significa Deus da verdade é RA. Tendo governado o Egito no auge de sua glória, seu templo mortuário foi o maior já construído, mas foi destruído por Ramsés II para construir seu próprio templo. Testes recentes de DNA provaram que ele era o avô de Tutancâmon
10 Amenhotep IV Akhenaton
1352 a.C.
1334 a.C.
Fundador do breve período da religião centrada no sol. Seu nome original significa "Amon está satisfeito".
11
Smenkhkare
Smenkhkare
1334 a.C.
1333 a.C.
Co-regente e sucessor de Akhenaton. A identidade desse indivíduo é incerta. Geralmente acredita-se ser um filho ou o genro de Akhenaton. Outros estudiosos distinguem dois indivíduos entre Akhenaton e Tutancâmon, ou seja, Semenkhkare, que é então visto como homem, e uma governante mulher, que na maioria das vezes, em seguida, é identificada como filha mais velha do Akhenaton Meritaton.
12  Tutancâmon
1333 a.C.
1324 a.C.
Provavelmente restabeleceu a religião politeísta e a mudança de nome reflete a mudança na principal divindade de Aton para Amon. Ele também é conhecido como o rei menino.
13
Ay II
Ay II
1324 a.C.
1320 a.C.

14
Horemheb
Horemheb
1320 a.C.
1292 a.C.
Ex-general e assessor de Tutancâmon.
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