Gaston Maspero - Egito Antigo

Ir para o conteúdo

Menu principal:

Gaston Maspero

Gaston Maspero, egiptólogo
Poucos personagens são tão proeminentes na história da egiptologia como Sir Charles Camille Gaston Maspero, um francês astuto e corpulento que liderou o "Serviço d'Antiquités Egyptiennes" entre os anos de 1881-1914. Desde pequeno Maspero mostrou muita aptidão acadêmica e foi educado no "Lycée Louis le Grand" e "Ecole Normale". Ele era professor de Egiptologia na "École des Hautes Études" e depois de filologia egípcia e arqueologia no "Collège de France" em 1874. Apesar de seu sucesso acadêmico, sua vida pessoal foi marcada pela tragédia. Sua primeira mulher morreu depois de apenas dois anos de casamento. Ele perdeu dois filhos, Jacques e Henri, nascido de seu segundo casamento, nas duas guerras mundiais, respectivamente.

Auguste Mariette, diretor e fundador do "Serviço" introduziu o jovem Maspero no estudo de hieróglifos e despertou seu interesse. No entanto, Maspero teve que trabalhar como professor de história e língua para sobreviver até surgir a oportunidade de visitar o Egito, em 1880.

Ele foi com uma missão francesa, mais tarde conhecida como o Instituto Francês de Arqueologia Oriental. Um ano mais tarde, quando Mariette morreu, Maspero sucedeu como Diretor do "Serviço" e do Museu Bulaq (agora o Museu Egípcio).

Foi um momento emocionante e até mesmo perigoso para tomar esta posição. Ele adquiriu muitos objetos para o museu e editou o catálogo de 50 volumes de Antiguidades no Cairo e volumes do Templo da Núbia, limpou o Templo de Karnak dos escombros e organizou o "serviço" em um sistema de inspeções em todo o Egito. Durante suas várias viagens subindo e descendo o Nilo, encontrou tempo para continuar sua investigação arqueológica em Gizé e organizar o processo de documentação dos túmulos do Vale dos Reis. Deu a Davies um rico advogado americano e arqueólogo amador, uma concessão para trabalhar no Vale dos Reis, em troca de seu antigo trabalho de limpeza de detritos das escavações. Davies descobriu muitos sítios e Maspero estava lá quando abriram o misterioso sepulcro em Amarna no Vale dos Reis, em 1907. Mas negociantes de antiguidades estavam roubando os monumentos. Uma das descobertas mais importantes veio de um furto da família Abd el-Rassul na margem oeste de Luxor. Em 1881, o aparecimento no mercado de pequenos antigos objetos reais fizeram os policiais suspeitarem de uma grande descoberta. Dentro de poucos dias, um estoque espetacular de múmias reais na tumba 320 de Deir el-Bahari foi rapidamente transportado para o Museu do Cairo.

Maspero era um homem intelectual, diplomático e sociável, o que deu vantagens para dirigir o "serviço" porque a vida social no Cairo, muitas vezes é centrada em torno de arqueologia. Ele mantinha correspondência com Amelia Edwards, fundadora da organização que mais tarde chamaria de "O Egypt Fundation Society" ajudando muito a Sir William Matthew Flinders Petrie. Um de seus bons amigos foi o holandês Herman Insinger, um colecionador, banqueiro e fotógrafo amador que fotografou o momento em que se desenrolava as múmias reais.

Em 1886, Maspero voltou para a França, mas retornou em 1899 para liderar o "Serviço" e continuou até 1914. Ele morreu dois anos mais tarde, aos 70 anos, quando ele iria realizar um discurso em uma reunião da Academia de Inscrições, em Paris.
Voltar para o conteúdo | Voltar para o Menu principal