Giovanni Battista Belzoni - Egito Antigo

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Giovanni Battista Belzoni

Giovanni Battista Belzoni, famoso egiptólogo
Giovanni Battista Belzoni veio de uma distinta família romana, mas nasceu em Pádua no dia 15 de novembro de 1778. Para evitar ser alistado no exército napoleônico em 1803 refugiou-se na Inglaterra. Lá ele se tornou a atração de circo devido à sua altura incomum (cerca de dois metros). O grande egiptólogo Howard Carter se referiu a ele como um homem caracterizado por sua força, sem dúvida dizia respeito ao caráter indomável e determinação para a ação.

Em Londres, estudou engenharia mecânica, para alguns pesquisadores ganhava a vida como charlatão. O certo é que o empreendedor e dinâmico gigante de Pádua foi para o Egito em 1815. Tentou introduzir no país uma roda mecânica muito mais eficiente do que a tradicionalmente utilizada. Conseguiu instalar o seu modelo na casa de Mohamed Ali Pasha (homônimo do Cassius Clay), que era temido por sua ferocidade. Ele tinha feito a si mesmo a partir da pobreza e conseguiu a ascensão social e política devido à sua qualidade de chefe militar sem escrúpulos.

O paxá não se convenceu e Belzoni, sem pensar duas vezes, conseguiu uma carta de apresentação do cônsul britânico, Henry Salt. Eles concordaram que Belzoni iria transportar a estátua de Ramsés II de Luxor para Alexandria. Durante cinco anos, Belzoni ficou dedicado ao lucrativo negócio de antiguidades egípcias. Primeiro coletadas para Salt, mas logo agiu por conta própria, coletando o que encontrava em seu caminho, grande ou pequeno valioso ou não.

Temos que entender que, nessa época, houve um boom em torno das antiguidades egípcias. A coleta de então tendiam ao objeto, não ao conhecimento.

Em mais de uma ocasião Belzoni iria explodir a tampa selada de sarcófagos, assim como transportar obeliscos pelo Nilo, que levou até Londres e que depois iria servir a Champollion (1822) para verificar a sua decifração dos hieróglifos. Sua figura é a de um aventureiro com habilidades para alcançar seus objetivos a qualquer custo e sobreviver para contar a história. Quase tudo o que ele fez é mais para um aventureiro do que um cientista, como gravar o seu nome ao lado dos faraós.

Em poucos anos percorreu todo Egito, chegando até a região de Assuan, descobrindo sob as areias do deserto o templo de Abu Simbel. Descobriu também a cidade de Berenice, explorou o Vale dos Reis descobrindo a tumba de Seti I, uma das mais belas do vale.

Entre suas muitas descobertas, a mais importante e conhecida foi a entrada da pirâmide de Quéfren em 1818, a segunda em altura depois da pirâmide de Quéops. Visto que muitos se apropriavam de suas descobertas, deixou uma enorme assinatura no interior da câmara mortuária, que permanece até os dias de hoje.

Scoperta da G. Belzoni, 2 marzo 1818—Incrição no interior da pirâmide de Quéfren em Guizé
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