Império Antigo do Egito | Egito Antigo - Egito Antigo

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Império Antigo do Egito | Egito Antigo

O Império Antigo do Egito (também conhecido como Antigo Reino), com a capital em Mênfis, iniciou-se com a unificação dos dois reinos, empreendida pelo faraó Menés e estendeu-se até pouco antes do ano 2300 a.C (chamado de dinastia teocrática do Egito Antigo). Nesse período, os egípcios fizeram grandes progressos na irrigação e na agricultura, além de construção de grandes pirâmides. O estado egípcio era pacifista e mantinha-se completamente isolados dos outros povos.

Durante a III, IV, e V dinastias, ocorreu o apogeu do Antigo Império. A partir da V Dinastia, as querelas religiosas e as lutas políticas e sociais abalaram a estabilidade do Estado Egípcio.
O ataque dos nômades no deserto e o aumento do poder dos nomarcas (nobres), descentralizando o poder e consequentemente enfraquecendo o faraó, puseram fim ao Antigo Império. Ao que parece, nesse período, houve uma verdadeira revolução social.

Estátua QuéopsNo Império Antigo ocorreram diversas expedições para exploração mineral nas minas do Sinai e Mar Vermelho assim como campanhas militares contra núbios e líbios. Concomitantemente o comércio com o Oriente Próximo (Líbano, Palestina, Mesopotâmia) e o Punt intensificou-se e, juntamente com os sucessos militares, possibilitou ao Egito fundar acampamentos estratégicos e uma frota marítima, assim como adquirir ouro, cobre, turquesa, madeira de cedro, mirra, malaquita e electrum.

Durante o Império Antigo, uma administração central bastante desenvolvida tornou possível o aumento da produtividade agrícola, o que serviria de motor para impressionantes avanços nos campos da arquitetura, arte e tecnologia. Sob a direção do vizir, funcionários do Estado arrecadavam impostos, coordenavam projetos de irrigação para melhorar o rendimento das culturas, recrutavam camponeses para trabalhar em projetos de construção e estabeleceram um sistema de justiça que assegurava a manutenção da ordem e da paz. Com os excedentes dos recursos disponibilizados por uma economia produtiva e estável, o Estado foi capaz de patrocinar a construção de monumentos colossais e a excepcional comissão de obras de arte para as oficinas reais.

A par da crescente importância da administração central, surgiu uma nova classe de escribas e oficiais letrados que receberam propriedades do faraó como pagamento pelos seus serviços. Os faraós também fizeram concessões de terras para seus cultos funerários e templos locais, de forma a garantir que estas instituições teriam recursos necessários para a adoração do faraó após a sua morte. Acredita-se que cinco séculos de práticas feudais corroeram lentamente o poder econômico do faraó, e que a economia já não podia sustentar uma grande administração central. Com a diminuição do poder do faraó, governantes regionais designados nomarcas começaram a desafiar a supremacia do faraó. Isso, em conjunto com um período de secas extremas entre 2200-2150 a.C., é apontado como causa da transição para um período de 140 anos de fome e conflitos conhecido por Primeiro Período Intermediário.

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