Império Novo do Egito | Egito Antigo - Egito Antigo

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Império Novo do Egito | Egito Antigo

Mapa da extensão territorial máxima do Antigo Egito (século XV a.C.).
Mapa da extensão territorial máxima do Antigo Egito (século XV a.C.).
Os faraós do Império Novo estabeleceram um período de prosperidade sem precedentes na história do Egito Antigo, ao assegurar as fronteiras e reforçar os laços diplomáticos com seus vizinhos. Campanhas militares sob o comando de Tutmés I e seu neto Tutmés III, alargaram a influência dos faraós para o maior império que o Egito já havia visto. Quando Tutmés morreu em 1425 a.C., o Egito prolongava-se desde Niya no norte da Síria até à quarta catarata do Nilo, na Núbia, cimentando fidelidades e abrindo caminho para importações essenciais como bronze e madeira. Os faraós do Império Novo iniciaram uma campanha de construção em grande escala para promover o deus Amon, com culto assente em Karnak. Também construíram monumentos para glorificar suas próprias realizações, tanto reais como imaginárias. A faraó Hatchepsut usou tais meios como propaganda para legitimar sua pretensão ao trono. Seu reinado bem sucedido foi marcado por expedições comerciais em Punt, um elegante templo mortuário, um par de obeliscos colossais e uma capela em Karnak. Apesar de suas realizações, o sobrinho e enteado de Hatchepsut, Tutmés III tentou fazer desaparecer o seu legado perto do fim de seu reinado, possivelmente em represália pela usurpação do seu trono.

Templo de Abul SimbelCom Tutmés IV (1397-1388 a.C.) o Egito realizou uma aliança com Mitanni para empreender ataques contra os hititas. Com Amenófis III foram edificados os templos de Luxor, o palácio de Malaqata e o Templo de Milhões de Anos, do qual atualmente só restam os conhecidos "Colossos de Memnon", assim como houve a ampliação do templo de Amon em Karnak. Durante seu reinado, colheitas férteis e excedentes, permitiram a Amenófis III assegurar relações com os reinos orientais assim como os nobres das cidades sírio-palestinas por meio de acordo diplomáticos, alguns dos quais envolvendo casamentos reais. Por volta de 1350 a.C., a estabilidade do Império Novo foi ameaçada quando Amenófis IV subiu ao trono e instituiu uma série de reformas radicais e caóticas. Após mudar o seu nome para Akhenaton (O Esplendor de Aton), decretou como a divindade suprema o até então obscuro deus sol Aton, suprimindo o culto de outras divindades e atacando o poder religioso instalado. Mudando a capital para a nova cidade de Akhetaten (Horizonte de Áton, atual Amarna), Akhenaton tornou-se desatento aos negócios estrangeiros, deixando-se absorver pela devoção a Aton e pela sua personalidade de artista e pacifista. Durante seu reinado as relações comerciais com o Mar Egeu (minoicos e micênios) são cortadas e os hititas começam a por em dúvida a soberania egípcia na Síria. Após sua morte, o culto de Aton foi rapidamente abandonado, e os faraós Tutankhamon, Ay e Horemheb apagaram todas as referências à heresia de Akhenaton, agora conhecida como Período Amarna.

Com Seti I, o Egito controlou revoltas e conquistou a cidade de Kadesh e a região vizinha de Amurru, ambas localidades palestinas. Ramsés II, também conhecido como Ramsés, o Grande ascendeu ao trono por volta de 1279 a.C., prosseguindo a construção de um número significativo de templos, estátuas e obeliscos; foi o faraó com a maior quantidade de filhos da história (110 filhos). Transferiu a capital do império de Tebas para Pi-Ramsés no Delta Oriental. Ousado líder militar, Ramsés II comandou o seu exército contra os hititas na Batalha de Kadesh em 1274 a.C. e depois de um impasse, assinou em 1258 a.C. o primeiro tratado de paz da história (foto dos fragmentos ao lado), onde ambas as nações comprometiam-se a se ajudar mutuamente contra inimigos internos ou externos. O tratado foi selado com o casamento de Ramsés II e a filha mais velha do imperador Hatusil III.

A riqueza do Egito fez dele um alvo tentador para uma invasão, em especial de líbios e dos chamados povos do mar. No reinado de Merenptah ambos os povos se aliaram com o objetivo de atacar o Egito, incitando também os núbios à revolta. Com a sequente derrota dos invasores, os revoltosos acabariam por ser suplantados. Durante o reinado de Ramsés III o faraó conseguiu expulsar os povos do mar para fora do Egito em duas grandes batalhas, no entanto, eles acabariam por assentar na costa palestina e durante o reinado de seus sucessores tomariam por completo a região. Entretanto é importante lembrar que o Egito não estava enfrentando apenas problemas externos. Após a morte de Ramsés II e a subida ao trono de seu filho Merenptah, a instabilidade política assolou o Egito. Diversos golpes de Estado depuseram muitos faraós em pouco tempo e diversos distúrbios civis, corrupção, revoltas de trabalhadores e roubos de túmulos contribuíram para a instabilidade interna. Como forma de ganhar popularidade, durante o início da XX dinastia foram concedidas terras, tesouros e escravos para os sacerdotes dos templos de Amon, o que fortaleceu o poder destes, e esse poder crescente fragmentou o país durante o Terceiro Período Intermediário.

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