Ippolito Rosellini - Egito Antigo

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Ippolito Rosellini

Busto de Ippolito Rosellini no Museu Arqueológico de Florença
Ippolito Rosellini nasceu na cidade de Pisa, em 13 de Agosto de 1800 e faleceu em 4 de Junho de 1843.

Rosellini era filho de comerciantes de Pescia. No ano de 1817 ingressou na Universidade de Pisa, onde se formou em teologia no ano de 1821. Em 1824 tornou-se professor desta instituição, onde ensinou na área das línguas orientais (Rosellini era especialista em hebraico e árabe) e da história da Antiguidade Oriental.

Simultaneamente Rosellini iniciou uma tarefa de divulgação do trabalho do francês Jean-François Champollion, que tinha conhecido em Florença no Verão de 1825 e se tornara discípulo e grande amigo e que em 1822 tinha decifrado os hieróglifos. Nesse sentido, Rosellini publica a obra Il sisteme geroglifico del signor Champollion dichiarato ed esposto all intelligenza di tutti. Ainda no mesmo ano é criada a disciplina de Egiptologia na Universidade de Pisa, regida por Rosellini, tornando-se esta universidade a primeira a ensinar egiptologia no continente europeu.

Rosellini e Champollion prepararam uma expedição conjunta ao Egito, que foi financiada pela França e por Leopoldo II, grão-duque da Toscana. Esta expedição durou entre os anos de 1828 e 1829 onde percorreu os principais locais de interesse arqueológico do Egito e da Núbia recolhendo artefatos para o Museu do Louvre e o Museu de Florença.

Acompanhando Rosellini encontravam-se os pintor Giuseppe Angelelli, o naturalista Giuseppe Raddi e o seu tio, o engenheiro e arquiteto Gaetano Rosellini. Durante a estada no Egito, a equipe italiana produziu 1400 desenhos. Os estudos desenvolvidos na expedição forão publicados a partir de 1832 sob o título deMonumento dell'Egitto e della Nubia.

Como Rosellini não teve o apoio do governo da Toscana ele decidiu ele mesmo financiar a publicação. A fim de levantar os fundos necessários ele enviou seu amigo e colaborador Alessandro Ricci para a Alemanha e Inglaterra para vender cópias antes da publicação. Os rendimentos que obtiveram permitiriam-lhe começar a pagar as impressoras. Champollion concordou em colaborar, por escrito, algumas partes do trabalho, mas ele morreu prematuramente em 4 de março de 1832. A versão final do trabalho foi editado com o apoio de Jacques Joseph Champollion - Figeac, mas a relação entre os dois terminou quando o irmão de Champollion exigiu que ele se tornasse o único editor da obra.

Nos quatro anos seguintes, oito volumes foram publicados, e após a morte de Rosellini em 04 de junho de 1843, em Pisa, os nove volumes de texto composta por nada menos que 3.300 páginas, enquanto que o atlas contém 390 grandes chapas dos artistas Giuseppe Angelelli, Salvatore Cherubini, Nestor L' Hote e Gaetano Rosellini.

O trabalho foi dividido em três seções principais:
  • monumentos antigos
  • monumentos civis
  • monumentos religiosos
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