Pesquisadores brasileiros comandam missão arqueológica no Egito - Egito Antigo

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Pesquisadores brasileiros comandam missão arqueológica no Egito

Pesquisadores brasileiros comandam missão arqueológica no Egito
Pela primeira vez uma equipe de pesquisadores brasileiros lidera uma missão arqueológica no Egito, que é considerada a capital mundial da arqueologia.

Os cientistas da Universidade Federal do Sergipe, que comandam a missão, contam ainda com apoio de cientistas do próprio Egito e de outros países, formando um grupo com mais de 20 pessoas.

Os cientistas brasileiros terão uma missão difícil, pois vão participar de todas as etapas do trabalho: da escavação à pesquisa do material e conservação e restauro das peças milenares encontradas.

O projeto brasileiro vai se concentrar em um complexo com três tumbas interligadas da famosa cidade de Luxor, a capital egípcia durante Império Novo (1570-1090 a.C.). Essas tumbas não foram ainda exploradas e contém uma rica decoração, com bastantes figuras de plantas e animais.

Por se tratar de um país em desenvolvimento como o Brasil, a missão tem repercutido bem no meio acadêmico egípcio.



Os trabalhos começaram em meados de março, onde atraiu grande atenção da comunidade científica e também de autoridades egípcias, que organizaram uma cerimônia oficial para marcar a data.

A ideia é de um projeto feito para integrar competência e intercâmbio entre pesquisadores sendo especialmente importante para os egípcios, que foram, dutante séculos de expedições, sobretudo europeias, muitas vezes saqueados em seu patrimônio arqueológico.

Nas últimas duas décadas, o governo egípcio vem travando uma verdadeira batalha com museus de vários países do mundo em uma tentativa de recuperar tesouros que eles consideram roubados. Não por acaso, hoje existe uma rígida política para as escavações de estrangeiros no país.

Com essa política nada pode ser retirado da tumba. Não podendo, por exemplo, levar algo para um laboratório para analisar. Nesse caso, é preciso autorização e inspeção especial, explica José Roberto Pellini, um dos líderes do trabalho arqueológico.

Mapeamento em 3D

Além da tradicional exploração arqueológica, o grupo brasileiro também trabalha em uma vertente tecnológica. Armados de escâneres e câmeras, eles também estão fazendo um mapeamento completo em 3D da tumba com o objetivo de transportar visitantes de todo o mundo para dentro da expedição egípcia, sem sair de casa.

Concluído o trabalho preliminar que consistiu em abrir a tumba e fazer um diagnóstico inicial do que precisava ser feito, o grupo brasileiro retornou ao Brasil, voltando dentro de alguns meses para reiniciar em um ritmo mais intenso o trabalho.
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