Templo de Edfu - Egito Antigo

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Templo de Edfu

Templo de Edfu no Egito
O Templo de Edfu, chamado também o templo de Hórus é, sem dúvida, um dos mais conservados e belos templos em todo o Egito. Situa-se na margem oeste do Rio Nilo. É um templo construído de pedra arenosa que possui cenas e muitas inscrições em relevos. Provavelmente o templo foi erguido sobre um núcleo antigo que remonta ao  Segundo Período Intermediário (Dinastias XIII-XVII) além do tempo do  Império Novo (Dinastias XVIII-XX) embora a estrutura atual data do  Período Ptolomaico. A construção iniciou-se por volta do ano 237 a.C, nomeadamente no décimo ano do reinado de Ptolomeu III Evérgeta I e foI consumada durante os reinados de Ptolomeu IV, Ptolomeu VIII, e Ptolomeu XII por volta do ano 57 a.C, sem esquecer alguns acréscimos adicionados à construção no reinado do imperador Augusto e assim esse belo templo permaneceu sob obras por cerca de 180 anos. O templo foi dedicado ao deus  Hórus. Além dos elementos tradicionais, o templo de Hórus possui outros elementos arquitetônicos que surgiram apenas na Época Greco-romana como o Mamisi, (casa do nascimento divino de Hórus), a cripta, e o nilometro.

O Templo de Edfu mede 137 metros de comprimento e 79 metros de largura com um pilono gigantesco (portal e duas torres) que atinge 37 metros de altura. Um pátio aberto, uma sala com 18 colunas e outra sala interior com 12 colunas, dois vestíbulos consecutivos e o santuário no fundo do templo. As duas torres do primeiro pilono estão decoradas com cenas que ilustram o rei Ptolomeu VIII subjugando os inimigos ajoelhados em submissão. Em cima do rei encontra-se um série de relevos que representam o rei rezando e fazendo oferendas diante de diversas divindades sobretudo Hórus,  Hathor e Hor-Sma-tway,  Osíris e Ísis. Acima da entrada se vê o discos solares alado, o sinal tradicional de proteção dos templos egípcios. A entrada do templo está ladeada de duas estátuas do deus Falcão Hórus feitas de granito cinzento protegendo o rei Ptolomeu. O pátio aberto do templo está rodeado por três lados, de 32 colunas, ornamentados com relevos, cujos capitéis são compostos de vários elementos vegetais, papiros, lótus, palmeiras, etc.

Por dentro, ao lado esquerdo, tanto como ao lado direito da parede posterior do pátio o visitante pode ver os relevos que ilustram a chegada e a partida da procissão divina de Hórus e Hathor como uma parte do festival da "União Divina". No fundo do pátio encontram-se outros dois falcões de granito cinzento que guardam o portal de uma colunata. Os relevos do pátio que ainda mantém vestígios de cores em alguns lugares ilustram o rei ora rezando adiante diversas divindades ora fazendo oferendas tendo em vista que este pátio foi conhecido como o pátio das oferendas.

A colunata é uma sala hipóstila com 18 colunas de capitéis compostos. Ao lado direito da colunata encontra-se um quarto pequeno conhecido como a biblioteca do templo, pois se acredita que grande número de rolos de papiros com temas científicos e administrativos possuídos pelo templo foram abrigadas nesse quarto. Através de uma entrada se pode chegar a outra sala menor e com 12 colunas de capitéis compostos. Os relevos desta sala são impressionantes, sobretudo as cenas simbólicas conhecidas como " os rituais da fundação do templo" que ilustram o rei diante de Hórus dedicando-lhe um templo, gravando a fundação com cinzel no chão, ou medindo os tamanhos do templo com a ajuda da deusa Seshat, deusa da escritura e a colocação da primeira pedra do templo pelo rei, e depois se pode ver a forma do templo dentro de um cartucho dedicado pelo rei ao deus Hórus. Esta sala conduz a dois vestíbulos consecutivos, o primeiro contém umas escadas que conduzem ao telhado do templo onde antigamente havia uma capela da deusa Hathor. O santuário está localizado no fundo do eixo do templo. É, de fato, um quarto enorme sem iluminação salvo uma fenda estreita no teto. Ainda o santuário contém um sacrário belo de granito polido e cinzento onde se abrigava uma imagem do deus Hórus. No centro do santuário, diante do sacrário encontra-se um pedestal de granito em que a barca sagrada de Hórus repousava ou fora dedicado ao repouso da imagem do deus conforme o ritual do serviço diário nos templos egípcios antigos. O santuário está rodeado de 12 quartos cujas paredes estão revestidas de diversas cenas religiosas. Provavelmente alguns desses quartos foram dedicadas a guardar os utensílios do templo enquanto outros foram relacionadas com certos rituais de certos deuses. No fundo ao lado esquerdo, encontra-se um quarto com uma cripta ou túnel no chão que ainda não se sabe ao certo a sua função, pois provavelmente foi uma galeria para guardar os utensílios e equipamentos mais preciosos do templo, enquanto há outra opinião que diga que foi feito para exercer rituais religiosos e misteriosos.
No corredor, ao lado direito encontra-se um Nilometro, um elemento que surgiu em todos os templos egípcios da Época Greco-romana. É, simplesmente, um túnel que tem acesso por umas escadas e ligado com águas do Nilo onde os sacerdotes conseguiam profetizar a altura das cheia anuais baseadas em medições e cálculos frequentes. No meio da parede exterior do corredor encontra-se, pela primeira vez, o plano do templo, que se parece como uma maquete entalhada na parede que ilustra todos os elementos do templo de Hórus. Ao lado esquerdo antes de virar-se saindo encontra-se uma série de cenas que representa o conflito entre Set fingido em forma de hipopótamo e o seu sobrinho Hórus que tenta de caçá-lo com uma lança e um cordel. Esses relevos contam uns detalhes da última batalha realizada no Nilo, na região de Edfu e termina com a vitória de Hórus.
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