Terceiro Período Intermediário do Egito | Egito Antigo - Egito Antigo

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Terceiro Período Intermediário do Egito | Egito Antigo

Máscara mortuária de Psusennes I
Máscara mortuária de Psusennes I
O Terceiro Período Intermediário é um período da história do Egito Antigo que se estende entre aproximadamente entre os anos de 1077 a.C. e 664 a.C., compreendendo as XXI, XXII, XXIII, XXIV e XXV dinastias. Durante este período assistiu-se à fragmentação do poder político, com a emergência de vários centros de poder, controlados em alguns casos por povos de origem estrangeira (Líbios e Núbios).

Após a morte de Ramsés XI no ano de 1077 a.C., Smendes assumiu a autoridade sobre a parte norte do Egito governando a partir da cidade de Tânis. O sul foi de fato controlado pelos sumos sacerdotes de Amon emTebas, que reconheciam Smendes apenas informalmente. O sacerdote Piankh conseguiu deter a expansão do reino de Cuche que havia dominado boa parte do Alto Egito.

Na mesma época, os líbios tinham se instalado no Delta Ocidental, e os líderes destes colonos começaram a ganhar autonomia. Os príncipes líbios assumiram o controle do delta no reinado de Shoshenk I em 943 a.C., fundando a dinastia chamada Líbia ou Bubastilas, que governaria por cerca de 200 anos. Shoshenk também ganhou o controle do sul do Egito, ao colocar os seus familiares em importantes cargos sacerdotais. Invadiu a Palestina durante o reinado do rei Roboão e restaurou o comércio com Biblos, aumentando a prosperidade da dinastia.

Com Osorkon II, o Egito auxiliando os reinos sírio-palestinos repudiou as primeiras expedições assírias. As muitas guerras civis que se seguiram causaram a divisão do Egito em várias dinastias. O poder líbio entrou em declínio à medida que duas dinastias rivais surgiram, uma centrada em Leontópolis (XXIII dinastia) e outra em Saís (XXIV dinastia). No entanto, a constante ameaça cuchita do sul forçou a união das três dinastias com vista à sua defesa. Por volta de 727 a.C., o rei cuchita Pié derrotou um exército de oito mil soldados egípcios, invadiu o norte, tomou o controle de Tebas e do Delta, e formou a XXV dinastia.

O prestígio secular do Egito diminuiu consideravelmente durante o final do Terceiro Período Intermediário. Os seus aliados estrangeiros ficaram sob a esfera de influência assíria, e em 700 a.C. a guerra entre os dois estados tornou-se inevitável. O faraó Chabataka empreendeu uma batalha contra os assírios da qual sairia vitorioso. O seu sucessor, Taharka, incentivou revoltas na Palestina assíria, tendo conseguido expulsar os assírios das imediações em 673 a.C. No entanto, entre 671 e 667 a.C., os assírios iniciaram ataques contra o Egito. Os reinados dos reis cuchitas Taharka e do seu sucessor Tanutamon foram marcados por conflitos constantes com os assírios, contra os quais os governantes núbios obtiveram várias vitórias. Por fim, os assírios empurraram os cuchitas para a Núbia, ocupando Mênfis e saqueando os templos de Tebas.
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